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Músico católico... tem plano de carreira?

30 DEZ 2014
30 de Dezembro de 2014
Veja se não é comum nós vermos acontecer o seguinte: um grupo de amigos se junta para tocar numa missa, que está sem música. Daí, o grupo começa a ensaiar, estudar, se aperfeiçoar e aí passa a tocar na missa de domingo que é mais cheia, mais “importante”. Com o tempo, começa a receber convites para tocar em eventos em paróquias vizinhas, começam a criar arranjos para músicas próprias e, pronto. “Precisamos gravar um CD!”…

Parece-me que, ao longo dos últimos anos, surgiu uma espécie de “plano de carreira” para os músicos católicos que os divide em bem-sucedidos ou malsucedidos. Só é considerado um artista de sucesso aquele que tem vários CDs gravados, aparece em programas de televisão e reúne milhares em seus shows. Em busca desse “caminho para a fama” o músico muitas vezes se esquece de sua vocação e persegue projetos que não são apropriados para todo mundo. Nesse caminho, muitos se perdem e abandonam missas, grupos de oração, e outros trabalhos onde seriam muito mais proveitosos.

Antes de mais nada, se existe uma fórmula para o sucesso, ninguém nunca descobriu. Produtores, gravadoras e artistas do meio secular procuram por esse graal há décadas e até hoje ninguém chegou a um consenso. Existem perfis que têm a maior probabilidade de estourar, mas nenhum é 100% garantido, tamanha a quantidade de fatores que influenciam no sucesso de um artista.

Além disso, também se faz necessário que purifiquemos o nosso conceito de sucesso.  É bem-sucedido o profissional que consegue atingir suas metas, não necessariamente aquele que é mais famoso na sua área. No meio artístico cristão mais ainda. Nenhum músico católico é chamado a ser “famoso”. A fama de alguns é consequência do trabalho que eles desenvolveram e do que Deus quer para a vida deles e do trabalho deles para a Igreja. A Igreja precisa muito mais de músicos nas celebrações, nos grupos jovens e apostolados do que no programa do Faustão ou na trilha da novela das oito. Por que então, ao primeiro sinal de destaque o músico abandona a paróquia?

Não estou defendendo aqui um discurso de falsa humildade em que o músico não deve aparecer. Não faz o menor sentido um músico que não apareça de alguma forma. A Palavra de Deus nos ensina que não se acende uma lâmpada para se colocar debaixo de uma mesa, mas ela é colocada no alto para que todos vejam a sua luz. O que deve mudar é a postura interna diante do que você faz à frente de um grupo de 10 pessoas ou de um show com centenas de milhares. O que você precisa saber é: “quem precisa da minha luz”?

Deixar de abraçar o seu chamado é perder a oportunidade de ser bem-sucedido onde Deus te colocou. É sonhar o sonho de outra pessoa e, consequentemente, viver frustrado por não conseguir que as coisas funcionem do jeitinho que você pensou. Esteja mais atento aos sinais que o cercam, para que você possa exercer plenamente o seu ministério no centro da vontade de Deus.
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